As doenças respiratórias são uma das principais causas de visitas ao pediatra e internações hospitalares em crianças. Entre as mais comuns, destacam-se a asma, a bronquite e a bronquiolite.
Embora todas afetem o sistema respiratório, elas possuem características distintas, exigem abordagens diferentes e, em alguns casos, podem apresentar sinais de gravidade que demandam atenção médica imediata.
Compreender cada uma delas é fundamental para pais e cuidadores garantirem a saúde e o bem-estar dos pequenos.
Neste artigo, vou explorar o que são essas doenças, como identificar seus sintomas, reconhecer sinais de gravidade, as opções de tratamento, medidas de prevenção e, crucialmente, quando é o momento de procurar o pronto-socorro ou manter o acompanhamento com o pediatra.
Quem é a Dra. Renata?
A Dra. Renata é Pediatra, especialista em saúde infantil, e está pronta para iniciar todos os cuidados com o seu filho, quando o assunto é asma, bronquite e bronquiolite.

Realizou sua formação como médica na Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, localizada em Curitiba e após 6 anos de estudo, iniciou por mais 3 anos na pós-graduação em Pediatria no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, o qual atende uma demanda muito grande da população pediátrica de Curitiba e toda região metropolitana, recebendo pacientes de todo o estado e também do Brasil. Esse foi o lugar onde aprendeu tudo sobre Pediatria e de onde veio toda sua experiência com o público infantil.
Durante a formação, a Dra. Renata participou de curso de amamentação, curso de emergência em pediatria e curso de reanimação neonatal, mas também esteve em congressos nacionais de Pediatria, sempre mantendo-se atualizada com as informações baseadas na ciência.
Desde que terminou a pós-graduação, foi titulada Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e esta apta a cuidar do seu filho, com um olhar humano, individualizado e com todo zelo que uma criança merece junto a sua família.

O que as pessoas estão falando da Dra. Renata:





O que é Asma Infantil?
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta os brônquios, tornando-os mais sensíveis e reativos a certos estímulos.
Em crianças, é uma das doenças crônicas mais comuns, caracterizada por episódios recorrentes de chiado no peito, tosse, falta de ar e aperto no peito.
As vias respiratórias ficam estreitas e produzem mais muco, dificultando a passagem do ar.
Sinais e Sintomas
Os sintomas da asma podem variar de intensidade e frequência. Os mais comuns incluem:
- Tosse: Frequentemente seca, persistente, piora à noite ou após exercícios.
- Chiado no peito (sibilância): Um som semelhante a um assobio ao respirar, especialmente ao expirar.
- Falta de ar (dispneia): Dificuldade para respirar, respiração rápida e ofegante.
- Aperto no peito: A criança pode descrever uma sensação de peso ou dor no peito.
- Cansaço: Fadiga excessiva, especialmente após atividades físicas.

Sinais de Gravidade de uma Crise de Asma:
É crucial reconhecer quando uma crise de asma está se agravando. Procure atendimento médico imediato se a criança apresentar:
- Dificuldade respiratória intensa: Respiração muito rápida e superficial, com esforço visível (retração da pele entre as costelas ou na base do pescoço).
- Lábios ou unhas azulados (cianose): Indica falta de oxigênio.
- Dificuldade para falar ou comer: A criança pode estar muito ofegante para realizar essas atividades.
- Sonolência ou confusão: Sinal de oxigenação cerebral insuficiente.
- Chiado que desaparece subitamente:Pode indicar que as vias aéreas estão tão fechadas que o ar não consegue passar para produzir o som.
- Batimentos cardíacos acelerados.
Como Identificar uma Crise
Uma crise de asma geralmente é desencadeada por fatores como infecções virais (resfriados), exposição a alérgenos (poeira, pólen, pelos de animais), fumaça de cigarro, poluição, mudanças climáticas ou exercícios físicos intensos.
A criança pode começar com tosse e chiado leve, que progride para os sinais de gravidade destacados acima, se não for controlada.
Tratamento
O tratamento da asma em crianças visa controlar os sintomas, prevenir crises e permitir que a criança tenha uma vida normal. Ele geralmente envolve:
- Medicações de Alívio Rápido (Resgate): Broncodilatadores de curta ação usados para abrir as vias aéreas durante uma crise. Geralmente administrados por inaladores (bombinhas) com espaçador.
- Medicações de Controle (Manutenção): Corticosteroides inalatórios, usados diariamente para reduzir a inflamação crônica das vias aéreas e prevenir crises. São a base do tratamento a longo prazo.
- Outras Medicações: Em casos mais graves, podem ser usados outros medicamentos, como modificadores de leucotrienos ou broncodilatadores de longa ação.
- Plano de Ação: O pediatra deve elaborar um plano de ação individualizado, orientando os pais sobre como manejar a asma em casa e quando procurar ajuda médica.
Prevenção
A prevenção da asma envolve evitar os gatilhos conhecidos e manter o tratamento de controle. Algumas medidas incluem:
- Controle Ambiental: Manter a casa limpa, livre de poeira, mofo e pêlos de animais. Evitar tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia.
- Evitar Fumaça: Proteger a criança da fumaça de cigarro e outros poluentes.
- Vacinação:Manter o calendário de vacinação atualizado, especialmente contra gripe e pneumonia, para prevenir infecções respiratórias que podem desencadear crises.
- Amamentação: A amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico.
- Identificar Alérgenos: Realizar testes para identificar alérgenos específicos e evitá-los, quando solicitados por especialistas.
O que é Bronquite ?
A bronquite é a inflamação dos brônquios, os tubos que transportam o ar para dentro e para fora dos pulmões.
Em crianças, a bronquite é frequentemente causada por infecções virais (como resfriados e gripes) e, menos comumente, por bactérias.
Pode ser aguda (de curta duração) ou crônica (persistente). A bronquite aguda é mais comum em crianças e geralmente se resolve em algumas semanas.
A bronquite crônica é rara na infância e, quando ocorre, pode estar associada a outras condições ou à exposição prolongada a irritantes.
Sinais e Sintomas
Os sintomas da bronquite em crianças são semelhantes aos de um resfriado comum no início, mas evoluem para:
- Tosse persistente: Pode ser seca no início e depois evoluir para tosse com produção de muco (catarro), que pode ser transparente, esbranquiçado, amarelado ou esverdeado.
- Chiado no peito (sibilância): Embora menos comum que na asma, pode ocorrer devido ao estreitamento das vias aéreas.
- Dificuldade para respirar: Sensação de falta de ar, respiração mais rápida e superficial.
- Dor ou desconforto no peito: Causado pela tosse constante.
- Febre baixa: Pode estar presente, especialmente no início da infecção.
- Fadiga e irritabilidade: Devido ao esforço para respirar e à tosse.

Sinais de Gravidade da Bronquite:
Embora a bronquite seja geralmente autolimitada, alguns sinais indicam a necessidade de atenção médica urgente:
- Dificuldade respiratória acentuada: Respiração muito rápida, com esforço visível (retrações intercostais ou subcostais).
- Lábios ou unhas azulados (cianose): Indicação de baixa oxigenação.
- Tosse tão intensa que impede a criança de comer, beber ou dormir.
- Febre alta persistente.
- Sonolência ou letargia incomum.
Tratamento
O tratamento da bronquite em crianças é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas e ajudar o corpo a combater a infecção. Inclui:
- Hidratação: Oferecer bastante líquido (água, sucos, sopas) para ajudar a fluidificar o muco.
- Umidificação do Ar:Usar um umidificador de ar frio no quarto da criança ou levá-la para um banho quente para inalar o vapor.
- Limpeza Nasal: Lavagem nasal com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores.
- Repouso: Garantir que a criança descanse adequadamente.
- Medicações: O pediatra pode indicar analgésicos e antitérmicos (como paracetamol ou dipirona) para febre e dor. Xaropes para tosse geralmente não são recomendados para crianças pequenas, e antibióticos só são prescritos se houver suspeita de infecção bacteriana.
- Fisioterapia Respiratória: Em alguns casos, pode ser indicada para auxiliar na eliminação de secreções.
Prevenção
A prevenção da bronquite foca em evitar infecções respiratórias e irritantes:
- Higiene:Lavar as mãos frequentemente, especialmente após tossir ou espirrar.
- Evitar Contato: Manter a criança afastada de pessoas doentes.
- Vacinação: Manter o calendário de vacinação em dia, incluindo a vacina contra a gripe.
- Ambiente Livre de Fumaça: Proteger a criança da fumaça de cigarro e outros poluentes.
- Amamentação: Fortalece o sistema imunológico.
Bronquiolite
O que é Bronquiolite Infantil?
A bronquiolite é uma infecção viral aguda que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões, chamadas bronquíolos.
É mais comum em bebês e crianças pequenas, geralmente com menos de dois anos de idade, e é frequentemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A inflamação e o inchaço dos bronquíolos, juntamente com o aumento da produção de muco, dificultam a passagem do ar, causando desconforto respiratório.
Sinais e Sintomas
Os sintomas da bronquiolite geralmente começam como um resfriado comum e progridem em alguns horas ou dias:
- Sintomas Iniciais: Coriza, tosse leve, espirros e febre baixa.
- Sintomas Progressivos:
- Tosse intensa e persistente: Pode ser acompanhada de muco.
- Chiado no peito (sibilância): Som de assobio ao respirar, mais evidente na expiração.
- Dificuldade respiratória:Respiração rápida e superficial (taquipneia), esforço visível para respirar (retrações intercostais, subcostais ou supraesternais), batimento das asas do nariz.
- Irritabilidade e dificuldade para se alimentar:Devido ao desconforto respiratório.
- Apneia: Em bebês muito pequenos, pode ocorrer pausas na respiração.

Sinais de Gravidade da Bronquiolite:
É fundamental procurar atendimento médico de emergência se a criança apresentar:
- Dificuldade respiratória grave: Respiração muito rápida (acima de 60 incursões por minuto em bebês), com grande esforço.
- Lábios ou unhas azulados (cianose): Indica falta de oxigênio.
- Sonolência excessiva ou letargia: A criança está muito quieta, não reage aos estímulos.
- Recusa em mamar ou beber líquidos: Risco de desidratação.
- Pausas na respiração (apneia).
- Chiado que piora rapidamente.
Tratamento
O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, pois é uma infecção viral e não há cura específica.
O objetivo é aliviar os sintomas e garantir a hidratação e oxigenação adequadas.
Em muitos casos, pode ser feito em casa, mas alguns bebês podem precisar de hospitalização.
- Hidratação:Oferecer líquidos frequentemente para evitar a desidratação e ajudar a fluidificar as secreções.
- Limpeza Nasal: Lavagem nasal com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores.
- Umidificação do Ar: Manter o ambiente umidificado.
- Elevação da Cabeça: Elevar a cabeceira do berço ou da cama para facilitar a respiração.
- Medicações:Analgésicos e antitérmicos (paracetamol ou dipirona) para febre e desconforto. Broncodilatadores podem ser testados em alguns casos, mas não são rotineiramente indicados para todos os pacientes. Antibióticos não são eficazes contra vírus, nem corticoides.
- Hospitalização: Pode ser necessária para bebês com dificuldade respiratória grave, desidratação ou apneia, onde podem receber oxigenoterapia, hidratação intravenosa e suporte respiratório.
- Fisioterapia Respiratória: auxiliar na eliminação de secreções.
Prevenção
A prevenção da bronquiolite é crucial, especialmente em bebês, devido à sua vulnerabilidade:
- Higiene das Mãos: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel, especialmente antes de tocar no bebê.
- Evitar Contato com Doentes e Multidões :Manter bebês afastados de pessoas com resfriados ou gripes, bem como evitar lugares lotados com grande concentração de pessoas (igreja, supermercado, aeroporto, hospital sem necessidade)
- Ambiente Livre de Fumaça: Proteger o bebê da fumaça de cigarro.
- Amamentação: O leite materno oferece anticorpos que protegem o bebê contra infecções.
- Vacinação: Manter o calendário de vacinação em dia. Existe uma vacina específica para o VSR (vírus sincicial respiratório) para grupos de risco, e a vacina da gripe também é importante.
Quando Procurar Atendimento Médico (Pronto-Socorro ou o Pediatra)
- Pediatra (Acompanhamento):Para o diagnóstico inicial, orientações sobre o manejo em casa e acompanhamento da evolução dos sintomas. O pediatra pode avaliar a necessidade de hospitalização.
- Pronto-Socorro (Emergência): Imediatamente se o bebê apresentar sinais de gravidade como dificuldade respiratória intensa, lábios azulados, sonolência excessiva, recusa em se alimentar ou pausas na respiração. A bronquiolite pode piorar rapidamente em bebês, exigindo intervenção urgente.
Sinais de Alerta Gerais: Quando ir ao Pronto-Socorro Imediatamente
Independentemente da condição respiratória, alguns sinais de alerta exigem atenção médica de emergência.
Não hesite em levar a criança ao pronto-socorro se ela apresentar:
- Dificuldade respiratória grave: Respiração muito rápida, ofegante, com esforço visível (retrações na pele entre as costelas, na base do pescoço ou batimento das asas do nariz).
- Lábios ou unhas azulados (cianose): Indica falta de oxigênio.
- Sonolência excessiva, letargia ou dificuldade para acordar.
- Irritabilidade extrema ou choro inconsolável.
- Recusa em mamar ou beber líquidos, com sinais de desidratação (boca seca, pouca urina).
- Pausas na respiração (apneia), especialmente em bebês.
- Tosse tão intensa que impede a criança de comer, beber ou dormir.
- Febre alta persistente, especialmente em bebês pequenos.
Conclusão
As doenças respiratórias em crianças, como asma, bronquite e bronquiolite, são condições comuns que exigem atenção e cuidado.
Embora apresentem sintomas semelhantes, suas causas e abordagens de tratamento podem variar.
O conhecimento sobre cada uma delas, a capacidade de identificar sinais de gravidade e a compreensão de quando procurar ajuda médica são ferramentas poderosas para pais e cuidadores.
Lembre-se sempre da importância do acompanhamento regular com o pediatra.
Ele é o profissional mais indicado para diagnosticar, orientar o tratamento e oferecer as melhores estratégias de prevenção, garantindo que seu filho cresça com saúde e qualidade de vida.
Em caso de dúvida ou piora dos sintomas, não hesite em buscar orientação médica.