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Dra. Renata Politta – Pediatra em Sorriso – MT

A obesidade infantil é um problema de saúde pública grave que afeta milhões de crianças em todo o mundo. Aqui estão algumas informações importantes sobre a obesidade infantil:

Causas da obesidade infantil:

1. Dieta inadequada: Consumo excessivo de alimentos processados, ricos em açúcar e gordura.

2. Falta de atividade física: Sedentarismo e falta de exercícios regulares.

3. Genética: Fatores genéticos podem contribuir para a obesidade infantil.

4. Ambiente: Ambiente familiar e social que não promove hábitos saudáveis.

Quem é a Dra. Renata?

A Dra. Renata é Pediatra, especialista em saúde infantil, com amplo conhecimento a respeito da obesidade infantil, e está pronta para iniciar todos os cuidados com o seu filho.

Realizou sua formação como médica na Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, localizada em Curitiba e após 6 anos de estudo, iniciou por mais 3 anos na pós-graduação em Pediatria no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, o qual atende uma demanda muito grande da população pediátrica de Curitiba e toda região metropolitana, recebendo pacientes de todo o estado e também do Brasil. Esse foi o lugar onde aprendeu tudo sobre Pediatria e de onde veio toda sua experiência com o público infantil.

Durante a formação, a Dra. Renata participou de curso de amamentação, curso de emergência em pediatria e curso de reanimação neonatal, mas também esteve em congressos nacionais de Pediatria, sempre mantendo-se atualizada com as informações baseadas na ciência.

Desde que terminou a pós-graduação, foi titulada Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e esta apta a cuidar do seu filho, com um olhar humano, individualizado e com todo zelo que uma criança merece junto a sua família.

O que as pessoas estão falando da Dra. Renata:

Consequências da obesidade infantil:

As comorbidades da obesidade infanto-juvenil incluem anormalidades:

  1. Endócrinas: incluem intolerância à glicose (pré diabetes), DM, hiperandrogenismo em meninas e anormalidades do crescimento.
  2. Cardiovasculares : hipertensão, dislipidemias,alterações de função e estrutura do coração.
  3. Gastrointestinais: as anormalidades incluem esteatose (aumento da quantidade de gordura no fígado sem a presença de inflamação) e esteatohepatite não alcoólica (presença de inflamação no fígado).
  4. Pulmonares: apneia obstrutiva do sono, Síndrome da hipoventilação da obesidade,asma.
  5. Ortopédicas :epifisiólise femoral e tibia vara (doença de Blount). A criança obesa também pode apresentar mais fraturas, genu valgum, dor musculoesquelética (costas, pernas, joelhos, calcanhar e pé), e comprometimento da mobilidade do que crianças não obesas.
  6. Neurológicas : hipertensão intracraniana.
  7. Dermatológicas:  intertrigo, furunculose, hidradenite supurativa. Acanthosis nigricans é uma anormalidade cutânea comum em indivíduos com obesidade, e está associada com a presença de resistência insulínica. Estrias também são comuns.
  8. Renais: desenvolverem nefropatia diabética, nefroesclerose hipertensiva, esclerose glomerular focal ou segmentar e urolitíase
  9. Psicológicas:  incluem alienação, baixa auto estima, relacionamento entre pares distorcidos, imagem corporal alterada, baixo desempenho acadêmico, ansiedade e depressão. O risco das morbidades psicológicas aumenta com a idade e é maior nas meninas.

Certas comorbidades como Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 e esteatose hepática, que, até então, eram consideradas doenças de adulto, estão cada vez mais sendo diagnosticadas na população pediátrica, devido ao grande aumento da obesidade nessa população.

criança com obesidade infantil

E o diagnóstico da obesidade infantil ?

Por meio da anamnese, dados nutrológicos (anamnese alimentar) e exame físico (peso, altura, IMC, circunferência abdominal) é possível identificar critérios para o diagnóstico da obesidade. Os exames complementares podem ser utilizados para obtenção de dados mais precisos sobre a composição corporal, para investigação de possíveis causas da obesidade e para o diagnóstico das repercussões metabólicas mais comuns da obesidade.

Em relação a anamnese da obesidade infantil, alguns pontos são importantes de serem conversados na consulta com o médico especialista em Pediatria:

  1. História da obesidade – idade de início, relação com fatores desencadeantes, tentativas anteriores de tratamento e percepção da família sobre o problema.
  2. Antecedentes pessoais – alto ou baixo peso ao nascer, ganho de peso acentuado no primeiro ano de vida e uso de medicamentos (anti-histamínicos, corticosteroides e imunossupressores, psicotrópicos, entre outros).
  3. Antecedentes familiares
  4. Uso de drogas, álcool e tabaco – para que essa informação seja obtida de forma fidedigna é importante que o adolescente esteja confiante e à vontade no momento da consulta, sem a presença de familiares.
  5. Antecedentes alimentares – tempo de aleitamento materno (cada período de 3,7 meses no tempo total de aleitamento materno reduz em 6% o risco de desenvolvimento de obesidade); introdução da alimentação complementar e seus aspectos quantitativos e qualitativos.
  6. Hábitos alimentares – esses dados são obtidos com base em informações sobre o dia alimentar habitual e/ou pelo recordatório de 24 horas, além da frequência de consumo dos alimentos com maior densidade energética. Deve-se investigar também a dinâmica da refeição: onde é realizada, se ocorre com ou sem a presença de pais e irmãos, em que ambiente, horários, intervalos, o tempo gasto, se ocorre repetição, se há ingestão concomitante de líquidos, como é a mastigação.
  7. Comportamento e estilo de vida – comportamento com familiares e colegas da escola, rendimento escolar. Investigar a presença de ansiedade, depressão e compulsão alimentar. Pesquisar como a criança ou o adolescente vai para a escola, a periodicidade e a duração das atividades físicas curriculares e extracurriculares realizadas por eles, o tempo gasto com televisão, videogames e computador e quais são as brincadeiras e atividades que eles preferem. Investigar bullying.

Quanto ao exame físico em crianças com obesidade, é importante realizar a aferição dos dados antropométricos( utilizadas na faixa etária pediátrica são o peso, a estatura (altura/ comprimento) e a circunferência abdominal) e o estado nutricional deve ser classificado pelo IMC da criança obesa. 

O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma medida utilizada para avaliar o peso e a altura de uma pessoa, incluindo crianças. Um IMC elevado em crianças pode ser um indicador de obesidade ou excesso de peso.O IMC é calculado dividindo o peso da criança (em quilogramas) pelo quadrado da sua altura (em metros). Em crianças, o IMC é avaliado de acordo com a idade e o sexo.

Os valores do IMC estão distribuídos em percentis e escores z, segundo sexo e idade (0 a 19 anos). 

As crianças de 0 a 5 anos são consideradas:

  • – em risco de sobrepeso quando os valores de IMC estão entre os percentis 85 e 97 ou entre os escores z +1 e +2; 
  • – com sobrepeso, quando os valores de IMC estiverem entre os percentis 97 e 99,9 ou entre +2 e +3 escores z;
  • – com obesidade, quando os valores estiverem acima do percentil 99,9 ou acima de +3 escore z. 

Para aqueles acima de 5 anos até 19 anos incompletos, o diagnóstico é feito da seguinte forma:

  • – sobrepeso é quando o valor do IMC estiver entre os percentis 85 e 97 ou entre +1 e +2 escores z; 
  • – obesidade quando o valor do IMC estiver entre os percentis 97 e 99,9 ou entre +2 e +3 escores z 
  • – obesidade grave, quando o valor do IMC estiver acima do percentil 99,9 ou de +3 escore z.

Sendo assim, no exame físico da criança obesa é importante ter todas as informações seguintes:

  1. Peso e estatura – utilizados para a classificação da condição nutricional por meio do índice de massa corporal.
  2. Circunferência abdominal (CA) – para a sua realização deve-se localizar, inicialmente, o ponto médio entre a última costela fixa (décima) e a borda superior da crista ilíaca, local onde a fita inextensível será colocada. Essa medida serve para a avaliação indireta da gordura visceral. A relação circunferência abdominal/estatura (CA/E) é considerada adequada menor ou igual a 0,5, sendo considerada, quando alterada, risco de adiposidade central. 
  3. Pressão arterial sistêmica – deve ser aferida em todas as consultas, utilizando- -se manguitos apropriados. A classificação se dá por meio de tabelas específicas, considerando-se hipertensão arterial quando são obtidas três medidas (pressão arterial sistólica e/ou diastólica) acima do percentil 95, levando-se em conta o sexo, a idade e a estatura. Cerca de 30% das crianças e dos adolescentes obesos são hipertensos. Vale ressaltar que toda criança sadia, independentemente da condição nutricional, deve ter a pressão arterial aferida na consulta pediátrica. 
  4. O estadiamento puberal deve ser verificado em todas crianças e adolescentes.

Quanto aos exames laboratoriais, esses devem ser criteriosamente escolhidos e interpretados. Para a maioria deles há tabelas e pontos de corte específicos para a faixa etária pediátrica. Importante ressaltar que, mesmo que não haja obesidade grave, várias comorbidades já podem estar presentes, pois outros fatores (genéticos, padrão alimentar, atividade física) colaboram de forma importante para o desenvolvimento de complicações.

Importância da prevenção e tratamento da obesidade infantil

A prevenção é a melhor forma de combater a obesidade infantil. É fundamental que os pais, cuidadores e profissionais de saúde especialista em pediatria trabalhem juntos para promover hábitos saudáveis e prevenir a obesidade infantil.

1. Dieta saudável com aconselhamento nutricional: Promover uma dieta saudável e equilibrada.

2. Atividade física regular: Encorajar a atividade física regular.

3. Limitar o tempo de tela: Limitar o tempo de tela (TV, tablet, smartphone).

4. Apoio emocional e psicológico com terapia comportamental: Fornecer apoio emocional e psicológico para ajudar a mudar hábitos e comportamentos.

5. Medicamentos: Podem ser prescritos em casos graves de obesidade infantil.

prevençao obesidade

As metas para a perda de peso devem ser determinadas pela idade da criança, gravidade da obesidade e presença de comorbidades. A manutenção do peso pode ser uma meta apropriada para crianças com obesidade leve, pois o IMC diminui com o crescimento. Em contrapartida, a perda de peso é recomendada em crianças com obesidade grave na presença de comorbidades. Foi sugerido que uma perda de peso de 500g/mês é segura para crianças entre 2 e 11 anos, enquanto que uma perda de peso de até 1 kg/semana é seguro para adolescentes com obesidade grave e comorbidades. No entanto, deve-se notar que pouca ou nenhuma evidência apoia estas recomendações específicas, sendo melhor definida para o adolescente que já completou o estirão.

É importante salientar que no Brasil não existem fármacos antiobesidade aprovados para uso pediátrico no Brasil. Uma intervenção terapêutica com medicamentos pode ser utilizada de forma limitada na população pediátrica quando existem comorbidades associadas à obesidade grave, como depressão, compulsão alimentar e outros transtornos psiquiátricos.

Dicas para pais e cuidadores de crianças com obesidade infantil

1. Modelar comportamentos saudáveis: Modelar comportamentos saudáveis para as crianças.

2. Fornecer opções saudáveis: Fornecer opções saudáveis para as refeições e lanches.

3. Encorajar a atividade física: Encorajar a atividade física regular.

4. Limitar o tempo de tela: Limitar o tempo de tela (TV, tablet, smartphone).

Em cada consulta de seguimento é importante que seja ressaltado e incentivado alguns aspectos, como os seguintes: 

 1. Que o paciente esteja fazendo alguma atividade física regular, mas esta deve ser realizada com prazer, pois o fundamental é que o paciente adquira este hábito para a vida. Este exercício não necessariamente precisa ser sistemático, pode ser dançar, pular corda e jogar futebol com amigos; 

 2. Ter horário para refeições, comer num intervalo mínimo de 1 hora e 30 minutos e máximo de 3 horas. E que a família tenha o hábito de fazer refeições em conjunto; 

 3. Que a televisão preferencialmente não esteja no local em que as refeições estejam sendo realizadas, e caso isso não seja possível que ela esteja desligada durante as refeições; 

 4. Que a família não tenha o hábito de ter em casa alimentos que possam fazer a criança/adolescente sair do manejo, como bolachas recheadas e salgadinhos; 

 5. Os pais devem ser esclarecidos de que “Dar o exemplo é fundamental”; 

 6. Reforçar com os pais de que é importante mudar o hábito familiar de comemorar situações comendo e sim ter outras formas de comemorar, como ir ao parque, ao zoológico e ao cinema (sem pipoca!).

Importância da avaliação profissional do médico especialista em pediatria

Se você está preocupado com o peso ou o IMC da sua criança, é importante consultar um profissional de saúde. Eles podem avaliar a saúde da criança e fornecer orientação e apoio para ajudar a alcançar um peso saudável.

Referência : MANUAL DE ORIENTAÇÃO OBESIDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA. Departamento de nutrologia da SBP. 3⁰ EDIÇÃO REVISADA E AMPLIADA. 2019.

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Manual_de_Obesidade_-_3a_Ed_web_compressed.pdf

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