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Dra. Renata Politta – Pediatra em Sorriso – MT

TDAH é um distúrbio que afeta a capacidade de uma criança se concentrar, se controlar e se comportar de maneira adequada. Configura-se como uma desordem do neurodesenvolvimento, manifestando desatenção, hiperatividade e impulsividade.

O TDAH engloba processos neurológicos que impactam nas funções executivas e dificuldade do autocontrole e prejuízo da regulação da atenção, que afetam áreas distintas como a aprendizagem e o relacionamento social.

Quem é a Dra. Renata?

A Dra. Renata é Pediatra, especialista em saúde infantil, com amplo conhecimento a respeito do TDAH, e está pronta para iniciar todos os cuidados com o seu filho.

Realizou sua formação como médica na Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, localizada em Curitiba e após 6 anos de estudo, iniciou por mais 3 anos na pós-graduação em Pediatria no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, o qual atende uma demanda muito grande da população pediátrica de Curitiba e toda região metropolitana, recebendo pacientes de todo o estado e também do Brasil. Esse foi o lugar onde aprendeu tudo sobre Pediatria e de onde veio toda sua experiência com o público infantil.

Durante a formação, a Dra. Renata participou de curso de amamentação, curso de emergência em pediatria e curso de reanimação neonatal, mas também esteve em congressos nacionais de Pediatria, sempre mantendo-se atualizada com as informações baseadas na ciência.

Desde que terminou a pós-graduação, foi titulada Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e esta apta a cuidar do seu filho, com um olhar humano, individualizado e com todo zelo que uma criança merece junto a sua família.

O que as pessoas estão falando da Dra. Renata:

O TDAH representa até 50% das consultas psiquiátricas infantis e sua prevalência varia de 2 a 12% da população pediátrica mundial.

Em adolescentes e adultos, o TDAH evidencia-se por meio de comportamentos de desatenção como dificuldade em organização, em manter o foco atencional, em persistir na realização de atividades mais prolongadas.

Quanto à hiperatividade, ela é caracterizada por atividades motoras em excesso (conversas em excesso, por exemplo) e a impulsividade por atitudes e comportamentos precipitados, executados sem a devida análise das consequências e dos riscos.

Criança com TDAH

Os sintomas do TDAH geralmente se expressam pela primeira vez na faixa etária dos 6 aos 12 anos. Entretanto, pesquisas sugerem que o transtorno possa surgir tardiamente, após essa faixa de idade. 

O referido transtorno vem sendo associado a uma série de impactos na vida de quem o possui nas esferas psicológica, social e acadêmica, a problemas laborais e relacionais, além de ser vinculado a comorbidades como ansiedade.

​​A médio e longo prazo, crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar dificuldades no desempenho acadêmico, nas interações interpessoais e autoestima baixa. Crianças com TDAH têm mais chances de apresentar obesidade quando comparadas com as crianças sem TDAH. Problemas de conduta podem aparecer no final do período da pré-adolescência.

Apesar de ter se tornado uma condição bastante conhecida nos últimos anos, o diagnóstico de TDAH não é simples, pois os seus principais sintomas se confundem com outras condições clínicas e com características normais do desenvolvimento do indivíduo.

Assim, torna-se necessária a utilização de critérios operacionais que são estabelecidos a partir da realização da avaliação clínica por profissionais capacitados e experientes. Tanto o diagnóstico equivocado e incorreto, quanto, principalmente, a ausência de diagnóstico trazem para o indivíduo sérias consequências.

Quais as causas do TDAH?

1. Genética: A hiperatividade infantil pode ter uma componente genética, pois é mais comum em crianças que têm familiares com o mesmo distúrbio.

2. Desenvolvimento cerebral: A hiperatividade infantil pode ser causada por alterações no desenvolvimento cerebral, especialmente na região pré-frontal.

3. Ambiente: O ambiente pode desempenhar um papel importante na hiperatividade infantil, pois crianças que são expostas a estresse, violência ou negligência podem desenvolver o distúrbio.

Como se faz o diagnóstico do TDAH na criança ?

Em casos de suspeita de TDAH, deve ser realizada uma avaliação clínica e psicossocial completa. O diagnóstico deve ser realizado por um médico psiquiatra, pediatra ou outro profissional de saúde. O profissional deve ser devidamente qualificado, com treinamento e experiência em TDAH.

1. Avaliação clínica: O diagnóstico da hiperatividade infantil é feito por meio de uma avaliação clínica, que inclui uma entrevista com os pais e a criança, mas também de outros cuidadores e responsáveis e da escola, no caso de pacientes em idade escolar, além de observações do comportamento da criança.

2. Testes psicológicos: Testes psicológicos, como SNAP-IV podem ser utilizados para avaliar a atenção, a hiperatividade e a impulsividade da criança. Esse tipo de teste serve também como medida de seguimento para avaliar se as intervenções propostas (medicamentosas, comportamentais, escolares, cognitivas ou sociais).

Durante a avaliação, o profissional deve estar ciente de que pessoas nos seguintes grupos podem ter maior prevalência de TDAH em comparação com a população em geral:  

  1. Prematuras;
  2. Crianças e jovens com diagnóstico de transtorno desafiador de oposição ou transtorno de conduta;
  3. Crianças e jovens com transtornos de humor (por exemplo, ansiedade e depressão);
  4. Pessoas com um familiar próximo com diagnóstico de TDAH;
  5. Pessoas com epilepsia;
  6. Pessoas com transtornos de neurodesenvolvimento (por exemplo, transtorno do espectro do autismo); 
  7. Pessoas com histórico de uso indevido de substâncias psicoativas.

A maioria das crianças com TDAH não precisa de investigações laboratoriais como parte de sua avaliação diagnóstica.

Quais são os principais sintomas do TDAH ?

Durante a avaliação, o profissional deve considerar, principalmente, a tríade de sintomas característica do quadro de TDAH envolvendo desatenção, hiperatividade e impulsividade.

1. Desatenção: constante interrupção de tarefas e atividades, prematuramente ou inacabadas, com frequente perda de interesse em uma atividade, desviando-se para outras atividades que possam parecer mais interessantes. 

A dificuldade de manter a atenção é persistente e compromete o desenvolvimento global da criança, trazendo sérios prejuízos nas diferentes atividades do dia a dia. No entanto, essa dificuldade de atenção não deve ser confundida com dificuldades intelectuais ou de outra natureza

2. Hiperatividade: crianças com hiperatividade infantil podem ser excessivamente ativas e ter dificuldade em se sentar quietas. Implica inquietação psicomotora intensa em ambientes onde é necessário ou se esperaria que mantivesse a calma, e envolvimento em atividades motoras intensas e por vezes sem controle, havendo clara dificuldade em permanecer parado ou quieto.

3. Impulsividade: dificuldades na realização de atividades estruturadas de maneira calma e organizada, em um padrão comportamental persistente e de pouco controle por parte do indivíduo, mesmo quando há compreensão de sua inadequação e desejo voluntário de controle.

Como tratar o TDAH infantil?

Recomenda-se a intervenção multiprofissional, incluindo intervenções não medicamentosas para melhora dos sintomas deste transtorno, no controle executivo e no funcionamento ocupacional e social. Os profissionais devem enfatizar o valor de uma dieta equilibrada, boa nutrição e exercício físico regular para crianças, jovens e adultos com TDAH.

1. Medicamentos: Podem ser utilizados para tratar a hiperatividade infantil.

2.Terapia comportamental: A terapia comportamental, como a terapia cognitivo-comportamental, pode ser utilizada para ajudar a criança a desenvolver habilidades sociais e de controle de impulsos.

3. Educação especial: A educação especial pode ser necessária para ajudar a criança a desenvolver habilidades acadêmicas e sociais.

Dicas para pais e cuidadores

1. Estabelecer rotinas: Pode ajudar a criança a se sentir mais segura e a desenvolver habilidades de controle de impulsos.

2. Oferecer atividades físicas: Pode ajudar a criança a se esgotar e a desenvolver habilidades motoras.

3. Fornecer apoio emocional: Pode ajudar a criança a se sentir mais segura e a desenvolver habilidades sociais.

Referências:

  1. Impacts of ADHD on Adolescence: Systematic Literature Review. Revisão de Literatura • Rev. bras. educ. espec. 30 • 2024. https://doi.org/10.1590/1980-54702024v30e0174
  2. Silva, Kely Vanessa Leite Gomes; Rebouças, Cristiana Brasil de Almeida; Cruz Neto, João; Almeida, Paulo Cesar. Construção e validação de cartilha para pais/cuidadores de crianças com déficit de atenção e hiperatividade. Revista Cuidarte. 2023;14(3):e3037. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.3037 
  3. Relatório de recomendação . Protocolos clínicos e Diretrizes terapêuticas. Ministério da Saúde. TDAH. Brasilia, 2022. https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2022/20220311_relatorio_cp_03_pcdt_tdah.pdf 

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